Eu tenho um blog, um diário, eu publiquei um conto em uma revista por um concurso, eu me inscrevi em mil outros. Eu me inscrevi na oficina literária da flip. Eu me lembro de com meus 15 anos, unhas pretas e cabelos rosa, ter dito "eu quero ser escritora", para alguém que me achava a coisa mais genial depois da última banda alternativa de hardcore.
Mas pensando bem... sei lá. E se eu não tenho nada a dizer?
sábado, 16 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Queria que as coisas fossem mais fáceis.
Olho ao meu redor e vejo tantos sorrisos despreocupados, tanta leveza, e fico com inveja, porque eu carrego dentro de mim uma amargura que pesa demais, que sufoca.
Amargura por não conseguir pôr em prática o que eu penso, o que eu sinto. Por não conseguir escolher o que é "certo". Por trocar os pés pelas mãos, me atrapalhar, me enrolar, mas no final das contas ver que a minha vida tá sempre igual, que ela é sempre igual.
Olho ao meu redor e vejo tantos sorrisos despreocupados, tanta leveza, e fico com inveja, porque eu carrego dentro de mim uma amargura que pesa demais, que sufoca.
Amargura por não conseguir pôr em prática o que eu penso, o que eu sinto. Por não conseguir escolher o que é "certo". Por trocar os pés pelas mãos, me atrapalhar, me enrolar, mas no final das contas ver que a minha vida tá sempre igual, que ela é sempre igual.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Hoje tem uma enorme bigorna na minha cabeça chamada: filme de sexto semestre.
Eu já revisei minha lista de objetos mil vezes, chequei várias os figurinos, tudo, tudo está pronto. E ainda falta uma semana pra rodar.
Mas ai ele me assombra como o fantasma do meu não envolvimento. Talvez porque eu tenha apenas burocraticamente feito minha função eu sinto que falta algo. Que estou esquecendo algo. Faltar de fato falta, paixão, envolvimento e todas aquelas coisas que eu adoro dizer que tenho pelo que faço.
O problema é que a sensação de que algo não está completo, de peso na minha cabeça, me impede de fazer coisas que eu deveria e eu me vejo empurrando tudo para "depois do filme", sendo que ele não está me consumindo tanto assim.
O problema é ter que, ao menos minimamente, me envolver com algo que não quero.
Ah tempo, por favor passe logo pra esse filme terminar!
Eu já revisei minha lista de objetos mil vezes, chequei várias os figurinos, tudo, tudo está pronto. E ainda falta uma semana pra rodar.
Mas ai ele me assombra como o fantasma do meu não envolvimento. Talvez porque eu tenha apenas burocraticamente feito minha função eu sinto que falta algo. Que estou esquecendo algo. Faltar de fato falta, paixão, envolvimento e todas aquelas coisas que eu adoro dizer que tenho pelo que faço.
O problema é que a sensação de que algo não está completo, de peso na minha cabeça, me impede de fazer coisas que eu deveria e eu me vejo empurrando tudo para "depois do filme", sendo que ele não está me consumindo tanto assim.
O problema é ter que, ao menos minimamente, me envolver com algo que não quero.
Ah tempo, por favor passe logo pra esse filme terminar!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
pra onde
a náusea (representando o físico) combina bem com a confusão, a tontura e a indecisão (representando o espírito) diante dos vários caminhos e opções que se abrem pra mim agora. parece que corpo e alma finalmente entram em sintonia nas vontades próprias, mas, obviamente, escolheram o momento errado.
porque depois da vida ter me entregue o material necessário pra construção da minha satisfação, quem tem que correr atrás do resto sou eu. quem tem que fazer tudo continuar acontecendo, fazer escolhas, tomar decisões e aí ver algo se realizar de novo... quem tem que se virar sou eu!
mas é tão... tão não-sei-o-que-fazer. parece que posso imaginar o que vem depois de cada opção possivelmente escolhida. e a maioria não me agrada, em partes. então se nada vai ser de tal jeito, o que resta pra se escolher?
eu queria muito poder continuar só esperando e vendo as coisas acontecerem. e fazer o melhor com o que me deram.
mas a vida, sempre ela, tá batendo com o indicador no meu ombro e dizendo: "tua vez, guria!".
porque depois da vida ter me entregue o material necessário pra construção da minha satisfação, quem tem que correr atrás do resto sou eu. quem tem que fazer tudo continuar acontecendo, fazer escolhas, tomar decisões e aí ver algo se realizar de novo... quem tem que se virar sou eu!
mas é tão... tão não-sei-o-que-fazer. parece que posso imaginar o que vem depois de cada opção possivelmente escolhida. e a maioria não me agrada, em partes. então se nada vai ser de tal jeito, o que resta pra se escolher?
eu queria muito poder continuar só esperando e vendo as coisas acontecerem. e fazer o melhor com o que me deram.
mas a vida, sempre ela, tá batendo com o indicador no meu ombro e dizendo: "tua vez, guria!".
terça-feira, 21 de abril de 2009
O vazio da dor...
O que eu sei é que as vezes... As vezes a vida te derruba. Te derruba de tal forma que fica difícil levantar. Você perde coisas, perde pessoas, mas a pior perda é a de si mesmo. De todas as perdas essa é a mais insuportável, insuperável. Por que você tenta ficar bem, você tenta pelo menos fingir que esta tudo bem, mas não esta. Alguma parte sua foi embora e você sabe que ela nunca mais vai voltar. E você não sabe como preencher o vazio que aquela parte sua deixou, você tenta sair, se divertir, esquecer disso. E até esquece, por alguns momentos, mas quando você volta pra casa, quando esta sozinho no seu quarto, lá esta ele, vazio.
E se fosse só o vazio, não faria diferença, mas vem a dor, a dor insuportável, a dor que não te deixa pensar, sorrir, ser livre. A dor que indica que alguma coisa esta errada, que você esta errado...
E se fosse só o vazio, não faria diferença, mas vem a dor, a dor insuportável, a dor que não te deixa pensar, sorrir, ser livre. A dor que indica que alguma coisa esta errada, que você esta errado...
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